30.1.09

Lembram-se do Dirceu Borboleta? (granda maluco!)











Não sabia o que era isto até um grande amigo vir ter comigo e partilhar que a namorada dele, uma rapariga comoventemente tímida e pouco dada a assumir publicamente quaisquer delírios sexuais, lhe tinha dito que queria experimentar a borboleta.

O meu amigo, sempre disposto a grandes cavalarias, ou não fosse ele ribatejano e pronto a alimentar-se em estrebaria alheia, perguntou-me o que poderia eu dizer-lhe sobre a borboleta sexual e de que modo isso poderia ajudar a melhorar aquela relação titubeante.

Exprimi-lhe a minha ignorância, não fazia ideia do que aquela merda era, as únicas associações - básicas, diga-se - que me ocorriam entre uma mariposa e o sexo remetiam-me para o bicho da seda (carrapetas que se podem encontrar neste país em alguns vaginídios que pecam por falta de asseio ou excesso de arvoredo), ou para o lepidóptero já no seu estado adulto, cujas feições se assemelham às do órgão sexual feminino.

Fui por aí. Procurei investigar, perdi-me nos compêndios da vida sexual e acabei por descobrir essa história da borboleta. Fiquei a saber que tem a ver com pôr a boquinha naquilo, sendo que aquilo é a coisa dela, e a boquinha é a nossa, que elas gostam de nós geralmente é calados (embora insistam no contrário).

Pois bem, a arte da borboleta sexual é uma técnica de sexo oral que vai muito além do simples minete, do simples afago bocal do clitóris, da vulva e da vagina da mulher sedenta. A borboleta, diz o marmelo que descobriu esta merda, leva a mulher ao êxtase em pouco mais de dois minutos, e a ter cinco orgasmos de enfiada (salvo seja, porque enfiada ela nunca está). Esta é uma descoberta que, em termos de importância, está no mesmo patamar do teletransporte. É rápido, é barato, e leva-nos a qualquer parte em menos de um cagagésimo de pintelho.

A descrição da borboleta sexual pode ser encontrada aqui, mas se necessitarem de algum esclarecimento, ou se existir alguma leitora que pretenda uma demonstração ao vivo (tal como se faz com a Bimby), só terão de me contactar.

Quanto ao meu amigo, e depois das nossas pesquisas e explicações, lá foi treinar com a namorada, e ao que consta têm estado a aperfeiçoar a técnica. A jovem tímida, noto-a agora mais liberta, sinto que ganhou asas.

Abençoada crisálida!


(O que me parece extraordinário nesta técnica, é associar ao sexo oral os cinco tipos de sons distintos, que funcionam com a passagem do ar, entre os quais o de um besouro, e também de outros insectos! Weird, very weird! Mas muito bom, maravilhoso!)

Sinto-me com sorte

Eu cá não sou de intrigas, bem sabem. Mas há pouco precisei de fazer uma pesquisa no Google, escrevi

" o sócrates é honesto "


depois, carreguei em "sinto-me com sorte".

E saiu-me jackpot!

Um post sério

Queria ter a capacidade para escrever aquelas merdas inteligentes que os profetas e senhores dos blogues todos os dias publicam nos seus espaços. Sinto que não fui feito para isso. Estou para a escrita como aquele senhor do cabelo espetado que fala de manhã no programa da Fátima Lopes está para a heterossexualidade. As únicas letras às quais vou conseguindo pôr cobro são as do banco para pagar as obras na piscina, de resto sinto-me um buseiro à procura de sobreviver nas águas empestadas do Rio Alviela, ou de qualquer outro de iguais características visuais e olfactivas. Sou, por assim dizer, um homem fora do seu tempo, um retornado da colónia das ideias, um escritor sem palavras nem arte para as inventar.

Por isso muitas vezes me sinto obrigado a socorrer-me de termos geralmente ausentes do vocabulário corrente dos abastados intelectos que se dedicam à leitura deste diário. São os resultados de uma inquestionável falta de capacidade e curteza de vistas, que acabam quase sempre por me fazer resvalar para essas indignidades. Reitero o meu pedido de desculpas a quem possa sentir-se perturbado com tais aleivosias, para não dizer insídias, e renovo o convite para que por cá passem sempre. Acreditem que no peito dos desafinados também bate um coração.

29.1.09

Conselho de amigo













Um estudo extremamente inteligente, feito por uns gajos quaisquer com um cérebro do tamanho de uma ervilha, concluiu que o soutien - aquela merda que todos nós, machos bem nutridos, desejariam que não existisse, e que serve para emprateleirar os biberões das gajas - pode estar na origem de dores de cabeça e outros problemas.

Dores de cabeça que não devem em circunstância alguma ser confundidas com dores no corno, já que essas configuram uma realidade completamente distinta. Um modo de vida alternativo, alguns dirão.

O soutien provoca dor de cabeça, e imagino que quanto maior for o par de mamas da gaja em questão, maior será o chinfrim instalado na mioleira dessa grande maluca.

Ou seja, rapaziada, quando a puta da vossa namorada se armar em cona de sabão e argumentar que está com um relógio de cuco com diarreia enfiado no casco, vocês só têm de se virar para ela enquanto afagam o margalho (para o gajo não arrefecer) e proferir o seguinte impropério:

— Dói-te a **** da cabeça, *******! Então tira a ***** do soutien, que é isso que te anda a pôr os miolos a dançar o kuduro.

E depois saltam-lhe para a espinha, como se nada tivesse passado! Vão ver que ela vai gostar deste joguinho de sedução...

28.1.09

Será que vai chover?












Quase toda a gente que visita este blogue enferma dessa qualidade que é a chamada "taradice sexual". Digo, quase toda, porque existem duas ou três excepções de raparigas com uma educação católica e acostumadas a rezar o terço todo o final de tarde antes de se acomodarem na cadeira e lerem as atoardas que aqui se escrevem.

Portanto, quase toda a gente (excepto essas duas gostosas amigas leitoras) sabem perfeitamente o que é a chuva dourada. Não sou adepto da prática, porque se há coisa de que não gosto é que me mijem para cima. Estar ali, deitadinho com o pau entesado, e ter a minha parceira a fazer repuxo com urina para cima do meu corpo esbelto. É merda que não me cheira.

Sei que muitos dos leitores apreciam a chuva dourada. E para esses deixo este link bastante agradável. Basta escreverem o nome da cidade onde se encontram e saberão imediatamente se no sítio onde estão há direito a chuva ou se ficam a seco.

27.1.09

Ainda o caso Freeport... Cheira-me que...

Pelo andar da carruagem, cheira-me que o José Sócrates vai safar-se desta sem sequer precisar de sujar as mãos.

Regra com excepção

A bem do conforto dos nossos inúmeros leitores e da fluência que se pretende para os passeios bloguísticos da nossa audiência, a partir deste momento limitamos a dimensão dos textos aqui publicados. Estes terão necessariamente um máximo de 163 palavras (existe uma razão cabalística, mas cuja explicação não cabe no post, quem quiser saber mais detalhes poderá questionar-me em privado). Este esforço de síntese vai permitir-me também abordar uma maior variedade de temas. Vocês vão gostar. Provavelmente vão até ficar num excitex! Mas isso já não me diz respeito, virem a mangueira para lá ou a fenda mágica para acoli...

Qimonda















Quimonda
faz-me lembrar uma mulher excessivamente gorda (uma bardajona, pois então) com um insaciável apetite por sexo, uma matrona ninfomaníaca. É só o que penso de cada vez que vejo aqueles pobres coitados à espera de ir para o olho da rua. Imagino uma largueirona a aproximar-se de mim à espera de me fazer perder debaixo dela, como um explorador que se perde num bosque denso e nunca mais aparece. Uma Qimonda.

26.1.09

Horóscopo Balança







MARCO RIBEIRO

Balança! Balança é uma coisa que eu gosto. Aquela mamas grandes quando elas se abanam e balançam, é o melhor que há.

“A sua facilidade de expressão estará favorecida, pelo que poderá ganhar coragem para transmitir o seu amor a alguém. Aproveite este momento de harmonia.”

Eu adoro transmitir o meu amor a alguém, especialmente em forma de esperma.

Horóscopo Virgem








MARCO RIBEIRO

De seguida, passaria à Virgem. Aquelas personagens que não duram muito tempo, graças a machos bem nutridos, como nós. (RISOS)

“É agora tempo mais fácil partilhar sentimento e emoções. Verá que sentirá maior capacidade para resolver coisas que pareciam ser um problema e que afinal não o são.”

Isto já não é para virgens, mas para ex-virgens!

O Festival da Canção dos tempos modernos

Este ano, vamos ter um festival... do bizarro. Senão, reparem nos candidatos que passaram à última fase eliminatória e que podem ser escolhidos para a grande final: Há os regressos da Nucha e do mítico Armando Gama, este último com a secreta esperança de voltar levar para casa a apresentadora do festival. Há depois os valores emergentes da música nacional, os "ídolos" Nuno Norte, Sérgio Lucas. Vedetas do popular, Romana, Tayti, Fernando Pereira (não é esse que estão a pensar). E para além destes cantores, também podem votar nos airbags da Luciana Abreu, com sotaquezinho. E toda esta molhada está sujeita a votação no sítio da RTP. É de lá que vão sair os 12 apurados finais. A nossa desgraça europeia. Por lá, o incauto cibernauta pode escutar o primeiro minuto e meio de cada canção, e depois de avaliar, botar o votar nas que menos ruído causem. E para não destoar parece que já existiu marosca nas votações online, a própria RTP não esconde esse facto. O que desde logo deixa muito a desejar sobre a justiça deste tipo de concursetas.

25.1.09

O Festival da Canção no meu tempo

















Quando era puto gostava tanto de conguitos como apreciava o Festival da Canção. Infelizmente, nem uns nem outro voltaram a ser os mesmos. O Festival da Canção era aquele momento mágico da grelha de programação da nossa RTP, que nessa altura se via e desejava para apresentar programas de variedades com alguma qualidade (excepção para o mítico Sabadabadu). Havia o humor sem malícia, do Nicolau Breyner, do Raúl Solnado, do Badaró. As legendas eram gordas como chaputas do Tejo e tremiam no ecrã. Os bons filmes escasseavam e só eram vistos anos depois de terem estreado no cinema. E era se não apresentassem cenas eventualmente chocantes, porque aí logo os grupos radicais que defendiam a moral e os bons costumes surgiam à tona para porem o país na ordem. Ah, bons tempos!

E deixem-me recordar-vos que sou fruto das castas do 25 de Abril, portanto dado já à maturação em pleno espaço de liberdade, assim se dizia. Portugal era cinzento, existiam algumas boas séries, e as novelas ganhavam o seu espaço. O país começava a abrasileirar-se. Embora as dançarinas de varão do outro lado do Atlântico só começassem a chegar já nos inícios da década de noventa.

Mas uma vez por ano, como uma orgia daquelas em que vale tudo menos tirar olhos, havia o Festival da Canção. Era aquela oportunidade para ver o Eládio Clímaco e a Ana Zannati brilharem a grande altura, para nos rirmos imenso com os júris regionais, e para nos dois meses seguintes sonharmos com a utopia de uma classificação excelente na Eurovisão.

Invariavelmente, as nossas expectativas ruíam ao fim das primeiras cinco ou seis votações dos júris estrangeiros, quando verificávamos que a canção portuguesa era um fiasco internacional e que por lá continuaríamos na cauda da tabela com aqueles infaustos zero pontos do costume

Hoje cresci, o Festival da Canção já não é a mesma coisa. Quem participa, quem vence, já não fica para a História da música portuguesa, as canções têm pouca qualidade, o modelo não convence, e já ninguém liga ao concurso das canções. Sugiro uma visita ao sítio da RTP, onde pode ver-se uma lista de todos os vencedores do Festival. Digam-me, alguém se lembra das canções que saíram vitoriosas dos concursos dos últimos anos. Eu também não. Portugal mudou. Até os conguitos estão diferentes.

p.s. para os interessados, o You Tube tem disponíveis todas as participações nacionais nos Festivais Eurovisão da Canção, a cores quase todas elas, enquanto por cá sobrevivíamos ainda num universo tingido a preto-e-branco. Rever aquelas imagens pode ser uma surpresa para muita gente. Como foi para mim...

Horóscopo Leão








MARCO RIBEIRO
A seguir o Leão, algo com que eu me identifico, apesar de ser de outro signo. “Lembre-se que, quanto melhor se conhecer, melhor poderá exercer a sua criatividade e generosidade, e melhor poderá entregar-se aos outros.” Isto é um signo algo apaneleirado, que, para já, começa com um apelo à masturbação e a “conhecer-se melhor”.

RICKY
O famoso esgalhar do pessegueiro. E não há pessegueiro que não deseje ser esgalhado. Aliás, temos aqui grandes exemplos disso.

MARCO RIBEIRO
E não há macaco que não goste de ser espancado.

Freeport e o Sócrates (2)

O Sócrates - o nosso, o legítimo - tem, já o sabemos, o dom da retórica - o mesmo acontecia com o outro, o filósofo que tomou a cicuta. Isto nada tem a ver com o que vem a seguir, foi apenas algo que assomou ao meu pensamento quando ia começar a escrever estas linhas.

Pontos a reflectir sobre esta alegada ligação inglesa de Sócrates.
  • Que relação existe entre este caso Freeport e a investigação ao desaparecimento de Maddie?
  • O inglês técnico no qual Sócrates se especializou durante a Licenciatura em Engenharia seria suficiente para uma comunicação escorreita lá com o tal senhor Smith?
  • Alguém viu Sócrates de luvas calçadas nos últimos tempos?
  • Estará Sócrates disponível para avançar para um clube inglês ainda durante a janela de transferências do mercado de Inverno?
Sobre Sócrates e as relações com as terras de Sua Majestade e um eventual ingresso no futebol inglês, volto a deixar esta pérola que já por aqui passou e que talvez ajude a esclarecer um pouco do que se passa, ou simplesmente a embrulhar um pouco mais o novelo.



Esta gravação é apenas uma paródia, é obvio para nós que José Sócrates é irmão de Peter Pan e o seu nome rima com honradez, amizade, bom feitio. Sócrates é o Obama português, antes de o Obama americano ter aparecido. Aliás, há duas personagens pelas quais eu ponho a mão no fogo... Além de Pedro Santana Lopes, é claro que a outra é José Sócrates. E se me queimar, tenho já aqui umas luvinhas, daquelas anti-fogo...

Freeport e o Sócrates

Retirado da Wikipédia sobre o filósofo Sócrates:

"Política: Diz-se que Sócrates acreditava que as idéias pertenciam a um mundo que somente os sábios conseguiam entender, fazendo com que o filósofo se tornasse o perfeito governante para um Estado."

Que pena tenho de não ser sábio...

O Freeport e a Quercus

Alguém explica ao Francisco Ferreira que ser calvo, praticamente careca, e insistir em usar nas bermas cabeleira farta encaracolada não resulta bem...

As mamocas da Maya













A taróloga Maya é o no fundo nosso Michael Jacksonzinho... Uma espécie de pequeno monstrinho à portuguesa, atracção principal de uma qualquer feira do social bizarro.

O pasquim 24 Horas noticiava esta sexta-feira em primeira página que "Maya vai hoje pôr maminhas novas". Ou seja, vai receber umas bombocas novinhas em folha, vai ganhar dois apêndices corporais da maior dimensão, mas cuja utilidade nesta altura não me ocorre.

Folheando o jornal, e chegados à penúltima página, a notícia em desenvolvimento, e mais uma pérola do jornalismo: "Hoje é dia de mamocas novas!"

Fica a saber-se que Maya vai aumentar o peito (coisa que é muito comum ver-se, sobretudo em tempo de praia, nos areais deste país, é só artistas de peito feito, pessoalmente o único peito de que posso orgulhar-me é o peito do pé), e que está-se a cagar para os supostos namorados que lhe arranjam. A notícia termina com uma citação da relações públicas (ao que consta esta senhora organiza eventos, além de ser porteira de uma discoteca da moda em Lisboa, tem portanto um poder do camandro), diz que não vai por enquanto "mexer no bumbum".

Pergunto eu: que mal fizemos nós ao mundo para levarmos com esta merda?

24.1.09

Horóscopo Caranguejo








MARCO RIBEIRO

Passaria agora para o Caranguejo - e gostaria de dedicar isto a todos aqueles que gostam de fazer as coisas a andar para trás. “A sua imagem pessoal e presença terão maior aceitação, se valorizar o seu aspecto e postura. Vai mesmo sentir aquela sensação de realização.” Portanto, quando eu falava sobre pessoas que gostam de andar para trás, sentir aquela sensação de realização: já lá está, todo lá dentro. Empurrar-lhe o cocó para o intestino!

23.1.09

A minha fabulosa corrida no 570 (a evitar)














Tenho a dizer com toda a seriedade que não temos por cá os taxistas mais filhos da puta de todo o mundo e sequer de toda a Europa (contando que a Turquia possa ser considerada parte do continente Europeu).

Esses estão noutros países cujos nomes me dispenso a referir, mas que por casualidade pertencem todos ao eixo mediterrânico e que vão desde os inefáveis espanhóis - que fingem não perceber um caralho do que a gente diz, mas que sabem reconhecer as notas de Euro como ninguém -, passando pelos italianos - que naquele jeito de quem não quer a coisa mas quer, nos dão a volta cá com uma pinta filha da puta -, passando pelos gregos - que é efgaristó para aqui, paracaló para acolá, e quando damos pela coisa, em vez de estarmos na Praça Omónia reparamos que ainda não saímos do mesmo sítio mas já demos trezentas voltas ao quarteirão.

Os turcos são piores. São aquilo que se pode chamar carne boazinha para ser empalada com ferro em brasa quente. Os portugueses, conforme referi, nem são tão maus assim, o problema é que há por aí uns turcos que acham que isto os Jerónimos é a Mesquita Azul e que o Aníbal Cavaco Silva é o Recep Tayyip Erdoğan (ah, nomezinho do caralho!).

Ando bastas vezes de táxi por Lisboa, poderei pronunciar-me com algum conhecimento de causa sobre essa malta, e espero não estar a ofender ninguém, eu que até aprecio o povo turco e não o quero melindrar com estas comparações que envolvem taxitas portugueses.


Agora vou dizer bem dos cabrões dos taxistas tugas

Não posso cair no erro de tecer generalizações abusivas. Os taxistas de Lisboa são em geral boas pessoas, habitualmente pouco tentadas a enganar o cliente (mas se puderem não há volta a dar, é mais forte do que eles, está-lhes na massa do sangue), e quando necessário até ajudam a pessoa que transportam. Eles compreendem que o cliente é o melhor amigo deles, é o sustento deles, é quem lhes leva o pão à mesa. É, no fundo, quem lhe mantém a mulher em casa, e quem lhes garante a vida sexual.

Existe um código de conduta do bom cliente. O bom cliente é aquele que escuta com atenção o homem do traje de luzes (mínimos, médios, mas habitualmente máximos), o que quer dizer que o cliente poderá permanecer calado ao longo de todo o percurso, só terá de evitar contradizer o homem do táxi. E se tiver de o fazer, que seja sempre na perspectiva da existência de um ponto de fuga bem marcado:

"não é bem assim, eles até são boas pessoas, e o Obama lá por ser de cor não se vai vingar agora dos brancos; mas lá que há por aí alguns que era metê-los a caminho dessa ilha e fazer um buraco à proa do navio, lá isso é capaz de ter razão."


Já tive taxistas que me esclareceram sobre dúvidas existênciais ou momentâneas. Já aprendi algumas coisas com alguns. Já cheguei a tempo a alguns locais, fruto da audácia, do arrojo, do arreganho automobilístico de alguns homens do volante. E até já fiquei a dever uma corrida a um taxista, por me ter esquecido de um documento (assunto tratado logo no dia seguinte, com toda a lisura e toda a elevação de carácter da parte desse excelente profissional).

Ter na agenda o número de telefone de um ou dois taxitas é a garantia de estarmos a salvo em algum momento de aperto. Eles formam uma rede cujos tentáculos se estendem a toda a cidade, encontram-se sempre em movimento, conhecem sítios, pessoas, recantos, histórias, são fantásticos. São das fontes mais bem informadas. E se não estiverem informados, trabalharão para tal.


Agora, desculpem lá, caralho, mas vou dizer mal desses filhos de um granda odre

Mas como em qualquer grupo de bons profissionais, há uns que são a escumalha da classe. Acontece assim com os políticos, professores, putas (sem qualquer tipo de analogia entre as três actividades, tirando o facto de todas as palavras arrancarem com um "pê").

Se há coisa que me irrita, é que um taxista se irrite. Porque quando pago um serviço de táxi, não pago para ver um espectáculo de circo. Já tive taxistas que soltaram frases e impropérios capazes de chocar até a minha imaculada indecência. Alguns registaram-se na minha memória como lapas com molho afonso:

(para alguém que atravessava a rua à frente do táxi)

"sai da frente, ó ... devia-se era abrir um buraco na estrada e tu ficares enterrado lá dentro, ó ..."

o mesmo profissional, sobre alguém que apreciava a ostentação:

"ela não ficava contente por dizer que tinha um Cherokee, tinha de dizer que era um 'Grand' Cherokee"

ou esta pérola:

"o meu filho pôs ao meu neto o nome de Yuran, em homenagem a esse grande jogador que passou pelo Benfica."

Já tive taxistas que sairam do taxi com um pedaço de ferro nas mãos para dar uma malha a um transeunte que passou rente ao taxi e levantou vento. Já para não falar nos habituais revisionistas e saudosistas de um Salazar em cada canto, que isto se fossem eles a mandar era uma Coreia do Norte, mas ao contrário, seja lá o que isso for. Até já tive taxistas que inventavam histórias para entreter o cliente, papel no qual embarquei e até contribuí com algumas das minhas criações do momento, para entreter o taxista.


Os taxistas do aeroporto, uma classe mais perigosa do que a dos autarcas e dos banqueiros juntos

Aqui, a regra são os taxistas mal formados e dispostos a levar de assalto a carteira do cliente, e a excepção são os profissionais com intenções honestas e que por ali fazem mais um serviço igual a tantos outros.

É fácil compreender por que motivo o aeroporto é um local tão apetecível. É como uma reserva de caça. As presas caem que nem tordos, e embora os caçadores sejam muitos, têm, em geral, óptima pontaria.

No Aeroporto, existem três tipos de situações, uma das quais o taxista quer a todo o custo evitar.

  1. O cliente é um cámone, não percebe um caralho do sítio onde acabou de aterrar e é levado que nem um patinho. O cliente tem hotel em Cascais ou então quer ir até ao Algarve. Para os cabrões dos taxistas esta música entra melhor do que o último êxito de Mónica Sintra. Mesmo que não muito inflaccionado, um serviço para Cascais, Sintra, ou até para o Algarve é melhor do que uma punheta a dez dedos.
  2. É um mal menor. O cámone chega, não percebe onde acabou de aterrar e pensa que vão ser umas férias de sonho. O que ele não imagina é que ainda agora está a sair do aeroporto e já lhe estão a deitar a mão ao bolso. Já lhe estão a gamar o que não devem. O cliente só quer ir para o Hotel Ritz, ou para o Tivoli, ou para outro qualquer unidade hoteleira em Lisboa. A distânicia é curta, mesmo que se dê umas voltinhas grátis ali nas imediações do aeroporto, mas é um mal menor. A distância é curta, mas o taxista habilidoso encontra forma de inflaccionar a conta, seja pela taxa de bagagem, taxa de nádega demasiado branca no assento, taxa de língua estrangeira, sabe-se lá o que mais...
  3. É o cabo dos trabalhos. Eles fogem desta situação mais do que o Cristiano Ronaldo foge das paredes dos tuneis. É apanharem um cliente português que não esteja para ser enganado. Mal eles notam que apesar de alto, louro, e com uma mochila de ir ao pêssego, o gajo que vão transportar fala e percebe português, põem logo cara de quem lhe corre mal a vida. Estar no aeroporto durante sabe-se lá quanto tempo, e depois cair em sorte um português habitualmente teso que nem um carapau e sem vontade de ser enganado, é o que se costuma dizer fodido. Mas, como em tudo, um dia fodes tu, outro dia fodo eu. E mais fodido se torna, quando o taxista ouve da boca do cliente: "leve-me ali à Expo", ou "olhe era ali para a Rotunda do Relógio, tenho o carro ali estacionado, mas com a mala não me dá jeito ir a pé." Experimentem fazer isto. Ou melhor, não experimentem, se não querem arriscar despertar a fúria de um destes profissionais portadores de stress-pós-traumático do volante.


Histórias com taxistas tenho muitas, e nos mais variados recantos do globo. Acostumei-me em alguns países a negociar a viagem para não ter chatices com estes figurões do volante. Em alguns países negociar antecipadamente não chega. E há alguns países em que a solução deve simplesmente ser evitar andar de táxi. Talvez escreva mais uns posts com essas histórias, algumas merecem ficar registadas e ser lidas pelas duas ou três pessoas que por cá passam.

Os taxistas são seres criados pelo demónio

O que me levou a escrever sobre esta classe foi o facto de ontem ter encontrado um desses taxistas pouco honestos. Chamei um táxi para determinado local, e ali fiquei a aguardar que ele chegasse. O tempo foi passando, e como o táxi nunca mais vinha, liguei novamente a dizer: "mais rapidamente aqui chegaria o rapaz da telepizza com uma alta e fofa, dois ingredientes e extra-queijo", e o vosso táxi nem vê-lo. Do outro lado, aguardei a resposta. "Nós já enviámos, aguarde mais um pouco, está trânsito e tal".

Assim foi, o tempo passou, eu continuava à espera, e tive de voltar a ligar. Resposta da senhora do outro lado: "Ah, houve um equívoco, ele já esteve por aí, mas apanhou o cliente errado, mas entretanto ele já está outra vez a caminho"... Está bem abelha, e continuei à espera, já quase a desesperar.

O taxista chegou, já quase 30 minutos depois da primeira chamada, explicou-me que tinha apanhado o cliente errado e só na chegada ao destino é que se apercebera que não era eu. Uma daquelas histórias mal contadas. A verdade é que por apenas uma chamada fez dois serviços, sabendo que o segundo, eu, estava garantido, ali à espera, enquanto o homem aproveitava para fazer as duas corridas.

Para concluir a bela jornada, em direcção ao destino que lhe pedi para fazer, escolheu um trajecto mais longo do que deveria ter sido, mas como estava mais preocupado com outras coisas e não me apetecia entrar em diálogo não espingardei.

Eles queixam-se da falta de segurança, mas creio que os mecanismos de segurança a instalar primeiro deveriam ser os que protegem o cliente dos roubos de que são vítimas por parte de alguns taxistas. Digo isto porque este era daqueles táxis com uma divisória que separa cliente do resto do mundo. Já não bastava viajarmos dentro de um aquário, ainda somos espoliados dentro desse aquário. Lembrei-me: "esta protecção não te deveria servir de nada, malandro. Devias transportar o Zé Castelo Branco e ele desejar ir à frente ao teu lado, ias ver o que é bom para a tosse".

Fica a referência desta viatura e deste condutor a evitar, era o manfio 570 da Radiotáxis. Ora toma lá, que é fresquinho.



(Leitura aconselhada: a magistral visão de Miguel Esteves Cardoso, em "Os Meus Problemas", sobre os táxis)

22.1.09

Horóscopo Gémeos







RICKY

E porque a dois é sempre melhor do que a um, embora haja teorias que defendam que a cinco é melhor do que a dois (mas eu sinceramente gosto mais a dois), vamos então para o horóscopo desse parzorro, os gémeos, com o Marco Ribeiro.

MARCO RIBEIRO
Gémeos: “as relações especiais ganham, pois, especial importância.” Eu gostava da saber de onde é que vem este “pois”; deve ter sido escrito por um espanhol. “É altura propícia para os seus amigos lhe retribuírem a atenção que sempre lhes tem dado.” Muito provavelmente isto refere-se apenas a gajas. Às gémeas.

RICKY
A atenção, ou disseste a tensão?…

MARCO RIBEIRO

Atenção, atenção. Aliás, gémeas, existe aquela velha fantasia masculina, com duas gémeas louras dinamarquesas, cada uma com um belo par de mamas…

RICKY
A propósito, esta imagem aqui em cima do parzinho de gémeos é um tanto rabeta, não te parece?

MARCO RIBEIRO
Rabiló, diria mesmo... Mas encomenda lá as dinamarquesas...

21.1.09

O dia que Sócrates desceu à Terra

Num momento em que Barack Obama assume os comandos da nação mais poderosa do mundo, convém descermos à terra e recordar um pouco do pensamento socrático, no fundo aquele que alumia o nosso caminho, todo o santo dia...

http://blogsocrates.blogspot.com/


Resgatado ao baú das memórias, mas sempre actual. E saber que temos de acordar todos os dias com esta lengalenga.

Humor cigano

MARCO RIBEIRO
Já que estamos aqui num programa com música cigana, nunca é demais relembrar aquela velha e mítica anedota cigana, em que o marido chega a casa, e, com um sorriso nos lábios por baixo daquele bigode, praticamente sem dentes, vira-se para a mulher e diz: “Maria, trouxe-te um presente”; “O quê, Lello!?”; “Trouxe-te uma máquina de lavar”. Então o gajo vai ao gorro, e tira-lhe um alguidar e um pedaço de sabão.

20.1.09

Adenda ao post anterior

É que uma coisa é entalar o barrote e ter a sogra no quarto ao lado a rezar aos santinhos para que a filha saia viva daquele massacre do cacetudo (a rezar, ou então à procura dos prazeres perdidos), outra coisa é estar a dar um pimba na gorduchinha e ter uma carrada de agentes secretos do outro lado da porta a ver quando é que o presidente grita os códigos da bomba nuclear ou, no caso da bem-aventurada nesse dia se encontrar de campo alagado, à espera do momento em que o Presidente accione code red.

A estreia do homem mais poderoso do mundo















Não sou voyeur a não ser da bunda da gaja quando a alimento por trás, ou do contorcionismo da sua retina quando esgalho aquele lombinho pela frente, mas há coisa que me vem intrigando há algum tempo: como vai ser a primeira noite de Amor entre Barack e Michelle depois de mudarem os tarecos para a nova casa? Durante a visita de reconhecimento terá havido tempo para fazer um teste às qualidades acústicas e ao conforto dos diferentes compartimentos da mansão? Quando pela primeira vez na Casa Branca fizerem escorregar o moreno, que divisão vão escolher? A sala ovária? ... perdão, oval? Os jardins? A copa, das árvores? Coisa é certa, desde que a pontaria de Obama o não traia, e não vá o mela-cueca acertar em cheio no vestidinho de alguma estagiária que por ali vá passando, bem pode Obama regar o que lhe der na venérea ... perdão... na veneta, que não há meio das pinturas rupestres presidenciais serem descobertas nos séculos mais vindouros. É que se puseram àquilo o nome de Casa Branca, por alguma razão terá sido...

Obamarama


É o que por lá lhe chamam. Uma espécie de febre obamica, que está a transformar esta figura num ícone. Qualquer objecto é obamizável.

Veja-se aqui, na sempre oportuna revista People.

Vai-se o Bush, vem-se o Obama (... perdão, vem o Obama)














Mas será que vem mesmo? A grande questão que está a inquietar quem se interessa por estas matérias é se Barack Obama sobrevive ou não ao dia de tomada de posse. Centenas de milhões de olhos vão estar hoje cravados nos receptores de televisão à espera do momento que tudo pode correr mal. E se tudo correr mal, é uma barraca. Se tudo correr mal, a barraca abana (ena, que puta de piadola fantástica). Se tudo correr mal, vão dizer que as minhas capacidades para prever o futuro estão a um nível bastante superior às da Maya (que o mais que consegue é prever o destino a dar aos engates juvenis que, diz o povo, vai coleccionando). Se tudo correr mal, provavelmente não voltarão a ler-me tão depressa. (Passarão a ler-me mais de-va-gar... Caralho, outra grande piada!) É que se tudo correr mal, entrarei por uma porta lateral de um qualquer aeroporto português escoltado por dois operacionais da CIA a caminho sabe-se lá de onde. E se tudo correr mal, hoje continua a chover. O que é uma merda, porque deixei o guarda-chuva em casa alheia..