29.4.09

GP: Só lhe apetece colorir!

Não é novidade, mas tornou-se oficial. O Comendador (es)Feéhrico - agraciado com a comenda de Grão-burro da Ordem do Grande Primo - acaba de lançar um novo blogue.

A partir de agora, os contornos esféricos da realidade são desenhados pela pena de alguém a quem só lhe apetece colorir.












(clicar na foto para aumentar a coloração, fazer uma mise, e conhecer melhor o trabalho do coiffeur (es)Feéhrico)

GP: Paxolídia enfrasca-se de tristeza fora da casa

Tudo estava a correr bem mas a desilusão apoderou-se dos espíritos porcinos na casa do Grande Primo. Um concurso que até estava a ser bem dispostinho e alimentado com gente cheia de grande piadinha, arrisca agora cair no marasmo e na falta de interesse. É que de repente o público resolveu cortar o barato de toda esta gente e despachar alguém cuja presença não poderia ser dispensável. A Pax – a Paxolídia de Sousa Baptista de todos nós – foi chutada com grande pujança para fora do aconchego do lar. A provar que já ninguém pode contar com o direito a uma existência tranquila. “Foi c’os porcos”, rematou de uma forma crua e irónica o concorrente Monsanto (o que nos dias que correm não é muito aconselhável de se rematar): "esperemos que esta febre não se tenha pegado a mais ninguém dentro da casa", tossiu.

Houve lágrimas. O Rafeiro chorou por perder a sua perna preferida, a Van chorou porque perdeu a sua contracena preferida, a Patruca chorou porque perdeu a sua melhor amiga dentro da casa, alguém com quem partilhou vezes sem conta o aconchego dos lençóis . O (es)Feéhrico não chorou porque uma bolinha de pêlo não chora. O Monsanto não chorou porque estava desejoso de ver a Paxolídia à distância. E o MacDonaldo nem se pronunciou. “Estou a preparar uma moção para o Dia do Trabalhador, que irei deixar à apreciação do Comité Central. E começa desta forma: 'O 1º de Maio é vermelho! Viva o período laboral!'”, comunizou.

28.4.09

GP: A ilha dos escravos

Ao contrário do que tentaram fazer crer alguns leitores de espírito mais folgazão, a ilha retratada na tarefa da semana, a Revolução dos Escravos, não colhe inspiração em qualquer realidade do mundo físico... É uma realidade abstracta, interior, uma ilha rodeada por água e céu, e na qual coexistem escravos e capatazes. Nada existe que a relacione com o que acontece, por exemplo, em Cuba ou na Região Autónoma da Madeira (para responder directamente aos dois leitores que manifestaram tal observação). Não é lícito estabelecer paralelismos, mesmo sendo um dos membros desta equipe um ilhéu convicto e despreconceituoso.

27.4.09

GP: Tarefa da Semana - o resultado

A missão dos Primões era cumprir a Revolução dos Escravos e libertar a ilha d'O Grande Capataz. A tarefa está explicada em detalhe no post anterior. O resultado da missão liderada pelo estratega Comendador (es)Feéhrico e pelo operacional revolucionário MacDonaldo é aquele que aqui se vê:

GP: A Revolução dos Escravos

O cauteleiro está do lado de fora da casa do Grande Primo, apregoando os números da sorte e gritando loas a prémios que hão-de mudar a vida de alguém. Ele sabe que por esta hora os habitantes mais famosos da blogosfera real vão dispor de um dia de liberdade de movimentos. É uma liberdade aparente, que os levará não sabem bem aonde nem com que objectivos.

O Grande Primo preparou para os concorrentes uma tarefa vagamente inspirada na Revolução dos (es)Cravos. Aos habitantes da casa pede-se que cumpram a complexa missão de libertar uma ilha perdida nos confins do desconhecido, na qual uma dúzia de indivíduos vivem isolados sem qualquer contacto com o mundo exterior, num concurso cruelmente apelidado de O Grande Capataz. A missão dos nossos blogosféricos é libertar essa ilha e os escravos que nela competem sob o jugo opressor do Grande Capataz. Como em todas as boas revoluções, deverão concluir a missão até ao final do dia e sem que seja vertida uma única gota de sangue humano ou de cão Rafeiro.

Os habitantes atravessam a porta da casa. Há praticamente um mês que não sentiam os aromas da vida real. Desenha-se na cara de cada Primão um fatalismo emudecido. Estão tensos e consumidos pela estranheza do momento. Ninguém imagina o que os aguarda:

Pax
"Não sou de virar a cara à luta. Se é para libertar os pobres dos escravos, estou na primeira fila. Acho que devemos ajudar as pessoas que estão a ser oprimidas, e tambem as pessoas de cor. Para mim, são pessoas como nós. Sou totalmente contra o racismo. E desconfio sempre daquelas pessoas que sentem necessidade de dizer que não são racistas. Sou muito sensível aos problemas dos aleijadinhos, dos oprimidos e dos pobrezinhos. E também das pessoas de cor. Ah, já tinha dito. Mas não fica mal reforçar."

Van
"A gente temos d'ajudarê estes moç'es, porqu'o marafade do Capataz tem de ser corride de lá. E agora, desculpem mas tenho de ir dar conta duns albricoques c'andem por além a besoirar pra mim."

Comendador (es)Feéhrico
"Pessoal, tá a formar a dois. Posso não ter grande jeito para escrever, mas disto da tropa percebo eu. Ou não tivesse sido instruído nesse indescritível exército que há mais de 150 anos soma derrotas em todos os conflitos em que se envolve. Com o meu treino militar, a minha capacidade de estratega, os meus conhecimentos de acção psicológica e a inteligência que me caracteriza, camaradas bazarocos, só aceito uma palavra: e essa é VI e TÓRIA."

MacDonaldo
"Finalmente uma hipótese para concretizar os ideais de Abril. Eu alinho nessa e nem penso duas vezes. Aliás, nem penso uma vez. Aliás, nem penso nenhuma, que é para não me acusarem de perder muito tempo a pensar"

Kitty
Vou nessa mas desde que assinem um termo de responsabilidade em que se comprometem a tudo fazer para preservar o estado impecável das minhas unhas. Que por acaso são de gel. Converti-me desde que vi a Samantha do Sex and the City usar umas. Eu alguma vez disse que unhas de gel eram pirosas? ... Nunca disse tal barbaridade, vocês estão todos malucos, é o que é!"

Pipoca
"Quem vai à guerra dá e leva. Eu levo comigo alguma da vossa inveja, e dou-vos um pouco das migalhas do meu sucesso."

Monsanto
"Será que posso ficar por casa a tomar conta das galinhas e a contar os fios de esparguete que sobram para o jantar. É que à segunda-feira não me dá jeito nenhum entrar numa guerra, é daquelas coisas que vêm nos livros."

Patruca
"Só de pensar no que nos espera até já sinto borboletas no estômago. Espero que não seja a criança antes do tempo a querer bater as suas asinhas de frango. Deve sair ao pai, o apressado."

Rafeiro
(limitou-se a abanar a cauda, mas como estava de olhar vidrado na concorrente Pipoca e a vertia em simultâneo alguma baba, desconhece-se se tal atitude era demonstrativa de alguma opinião sobre a tarefa que foram chamados a desempenhar)

Cumprimentam o cauteleiro e avançam em direcção ao desconhecido. O futuro da Revolução dos Escravos está nas mãos destes amanuenses de Abril.

26.4.09

GP: Reacções (IV)

Entrevistas com os nomeados da semana, na zona mista do Grande Primo. Três concorrentes estão na calha para serem chutados, e curiosamente nesse rol existem duas estrelas do grande filme esfeérico O Capuchinho Infravermelho. Será que os outros habitantes da casa não apreciaram o filme a negro do Comendador? Ou terá o clã pipoqueiro dentro da casa sido mobilizado para despachar os peões de brega do bandarilheiro (es)Feéhrico?

Pax (Paxolídia de Sousa Baptista)
"O meu único comentário é que esta nomeação não merece comentários. Se eu comentasse esta nomeação estaria a descer no meu nível de inteligência. E por isso, meus queridos, se querem comentários, leiam o resumo destas entrevistas rápidas amanhã no blogue oficial do Grande Primo. Mas de mim, não as levam. Querem mama? Vão ao ganga!", e acenou.

Van (La Vanne)
"Esta nomeação é boa para mim. Vai dar-me publicidade, que é o que eu preciso para arranjar um emprego de jeito lá fora na vida real, e ao mesmo tempo tenho quase a certeza de que o público não vai expulsar-me da casa. Eu e a Pax somos duas estrelas do cinema negro internacional. Estamos na calha, isso sim, para vencer um Óscar e não para sairmos da casa. Quase de certeza que quem vai c'os porcos... perdão... quem vai abandonar a casa... é o Monsanto, que ninguém sabe quem é e que não faz falta nenhuma ao nosso grupelho fantástico. E vai sair de fininho... ao contrário de mim, que a ganhar peso desta maneira, quando tiver de sair da casa preciso que a produção mande alargar as portas. Escrevam o que eu vos digo.", e bamboleou-se para longe do nosso local de reportagem.

Monsanto (Mont Saint, Le Portugais)
"Para mim, ser nomeado é como ter um orgasmo. E eu já tive dois desde que cá estou. Há quem não tenha tido nenhum e ande por aí a subir às paredes", e o repórter do Grande Primo afastou-se, não fosse ocorrer algum incidente imprevisto.

GP: Noite de nomeações (IV)

É provavelmente a fase mais delicada do Grande Primo. Ultrapassado o momento inicial, em que reinava o intriguismo e era normal escutar-se o som do punhal cravadinho com requintes de malvadez na costela do parceiro do lado, as invejas e as dores de chifre expressam-se agora sem pudores e à luz do dia. À tripa-forra. Quem sobreviver a este obstáculo arrisca-se a disparar em definitivo para o grande combate final.

São conhecidas as dores no cotovelo do Comendador (es)Feéhrico, resultado da frustração pelo sucesso e popularidade da concorrente Pipoca; é conhecida alguma antipatia da concorrente Kitty pelo revolucionário do bigode de cotão MacDonaldo; é sabido que Rafeiro só gosta de se agarrar às pernas de Patruca e de Pax e que despreza outras gânfias bem mais gordinhas e com bastante mais chicha com as de Van. Tudo isso se compreende.

Não é de estranhar então que os concorrentes tenham nomeado esta semana a Pax (de seu nome completo Paxolídia de Sousa Baptista), a Van (de nome artístico La Vanne), e ainda o concorrente Monsanto., cujo nome artístico não foi revelado, embora a produção do Grande Primo tenha conseguido descobrir um filme francês produzido por Paulo Branco em que este concorrente surge referenciado como Mont Saint, le portugais.

Terça-feira, um deles junta-se ao rol de Primões que agora ganham o pão a dar autógrafos em centros comerciais.

GP: A erva na casa do Grande Primo

O regalo para os olhos que foi a relva aparada com que os habitantes se depararam no dia em que entraram na casa do Big Pornather parece agora ser apenas uma saudosa recordação. Aquilo a que outrora chamámos relvado está a transformar-se num luxuriante ervado, e ninguém dentro da casa parece demonstrar preocupação com isso. Terreno fértil à propagação dos mais diversos tipos de animais minúsculos, o ervado arrisca, em dias chuvosos como os de hoje, converter-se num agreste lamaçal. A este propósito, o revolucionário MacDonaldo enrolou a seguinte frase que os seus camaradas de lar reputaram de antologia: "deixem lá a ervita em paz, que ela nunca fez mal a ninguém", fumegou.

25.4.09

GP: A brigada do reumático

O músculo começa a fraquejar e a casa Big Pornather mais parece agora a ala fisiátrica de uma enfermaria. Aqueles que menos se esperava que baqueassem foram os primeiros a evidenciar problemas. Gente há que mais não pode dar, e com os nervos à flor da pele a desunião no grupo é evidente. Acabou-se a festa e agudizam-se os problemas.

24.4.09

GP: O Capuchinho Infravermelho - episódio 2

O Capuchinho Infravermelho - Queres Ser João César Monteiro?

Neste episódio, Lobo Rafeiro revela-se, e confessa a grande ambição de dar um pontapé nas mamas da Sónia. Evoca a grande estrela do real pontapé na atmos(fehra), Marco Borges. E canta. É verdade, neste episódio Lobo Rafeiro ousa cantar. Ou algo assim...



Ficha Técnica:

Lobo Rafeiro ..... (es)Feéhrico
Capuchinho Sem Açúcar ..... Paxolídia de Sousa Baptista
Avozinha de Todos Nós ..... La Vanne (nome artístico de Van)
Gato Farrusco ..... Cão Rafeiro
Grande Prima ..... Afectado

Argumento ..... (es)Feéhrico
Direcção de Fotografia ..... Jorge Bruno da Costa
Produção Executiva ..... Inês C.
Realização ..... Jorge Bruno da Costa

23.4.09

GP: O triângulo das bermudas

Com o calorzinho a ribombar durante o dia na casa do Grande Primo, uma nova personagem ganha protagonismo refrescado. A bermuda exerce agora uma nova atracção nos elementos do sexo feminino, com Patruca a liderar um movimento de apoio ao uso reiterado daquela peça de indumentária, sem preconceitos. O Comendador Grão-Burro aderiu em força: "não deixarei de abusar da minha bermuda de camuflado, e de abusar também do meu peúgo branco e dos meus xanatos de militar na reforma", chinelou.

E a casa ganha também por estes dias um triângulo das bermudas: MacDonaldo, Pipoca e Rafeiro. Ao deixar a casa, Afectado profetizou: "este triângulo amoroso dará que falar durante a próxima semana". Já conhecemos o que MacDonaldo sente por Pipoca - ou sentia, pelos vistos passou-lhe depressa, segundo disse (!!!); o que Pipoca não sente por MacDonaldo também nós sabemos. Entre Rafeiro e Pipoca pagamos para ver. E também a Rafeira, a esposa do Rafeiro, pagará para ver!

GP: Capuchinho - o que dizem os críticos?

O primeiro visionamento mundial da longa-metragem O Capuchinho Infravermelho - Queres Ser João César Monteiro? foi um sucesso indiscutível dentro da casa. Os habitantes aguardam agora com ansiedade a exibição dos episódios seguintes. Para já, vão-se escutando os ecos da crítica, sobre esta que é uma das mais inesperadas obras do ano.

Depois da estreia, a palavra aos críticos:

http://twitpic.com/3tegz

GP: (es)Feéhrico espezinha Monsanto

A conversa decorreu no quarto, com a porta fechada, poucos minutos antes dos habitantes da casa conhecerem o veredicto do público. De forma a vingar uma verdade em que só ele acredita, o Comendador (es)Feéhrico, na perspectiva de uma eventual saída nos minutos seguintes, lançou a sua animosidade contra Monsanto, a quem acusou de viver sob uma máscara de infortúnio e falsidade. "Tu aqui fazes a figura do coitadinho e mordes pela calada. Estás sempre a lamber as botas cardadas da Pipoca, só porque ela é popular lá fora. Isto que eu digo pode até soar a uma inveja mesquinha baseada na minha falta de competência para atingir o nível de um pedaço de milho...", tropeçou... "e na verdade é isso", completou Kitty. É notória a incompatibilidade entre estas duas facções opostas, mas dentro da casa a reacção do Comendador foi considerada despropositada. Apenas revela a falta de capacidade de aceitação daquilo que está para lá do círculo que rege a sua própria natureza. (es)Feéhrico não saiu, Monsanto e Pipoca também não, o mal estar continua...

22.4.09

GP: "Não me sinto afectado por isto"

Para alguns foi inesperado, para outros um alívio. O concorrente fotógrafo abandonou a casa. Máquina apontada, caneta pronta a registar, livro das fraudes aberto na última página. De Braga, chegaram camionetas patrocinadas pela câmara municipal, com cerca de trezentas pessoas, a quem fora prometido que iriam assistir a um concerto de Micael Carreira. Os velhotes, as senhoras donas de casa, as jovens operárias do têxtil, os mecânicos de oficinas de automóveis, os desempregados, embarcaram na viagem e já só nas imediações da casa do Big Pornather se aperceberam do logro. Fizeram uma cara torcida e à moda minhota ameaçaram partir aquilo tudo. Só a troco de uma sande de coirato e de uma sumol de ananás os figurantes acederam a dispensar os respectivos aplausos ao Afectado, que saiu da casa do mesmo modo que entrou. Com as mãos a abanar, mas com o livro das burlas afectadas a transbordar: "Não me sinto particularmente afectado por isto, embora tivesse a ambição de chegar mais longe. É um ambiente no qual a progressão se faz muito com o recurso ao ardil e à manha, existe pouco a noção de que muitos interesses se movimentam dentro daquela casa, e há forças ocultas que tentam manipular a forma como tudo se processa... Eu sei bem quem são, só não quis comprar uma guerra, mas a denúncia não tarda. A minha ideia nesta altura é descansar uns dias e encetar a escrita de um livro onde quero detalhar a minha experiência no Big Pornather... Tenho muitas burlas e muitas fotografias para esmiuçar...", esmiuçou.

21.4.09

GP: O Capuchinho Infravermelho - o filme

Adaptação ao cinema de O Capuchinho Infravermelho - Queres Ser João César Monteiro, escrito originalmente para teatro pelo Comendador. Em exclusivo mundial, o visionamento prévio do primeiro episódio deste que "promete ser o grande êxito do cinema português nos anos vindouros", palpita (es)Feéhrico.

GP: Monsanto alvo de todas as críticas

Parece ser o alvo a abater. Apesar de toda a popularidade entre o público que assiste ao programa, Monsanto tem sido energicamente criticado por uma facção de companheiros dentro da casa. Por uma vez, Pipoca e o Comendador (es)Feéhrico abraçam uma causa comum e lideram o protesto, temendo-se a extensão a outros habitantes mais influenciáveis. Monsanto é o Vital Moreira da casa do Grande Primo. É o outsider, é a figura cândida que emerge do universo académico coimbrão, um vendilhão de sonhos que cultiva aplausos do público, talvez por não se comprometer nem à esquerda nem à direita, talvez pela ameaça que constitui para a popularidade dos restantes concorrentes, mas sobretudo porque a sua forma de interagir lhe dá grandes hipóteses de lograr os 100 mil euritos e uma assinatura de um ano para um serviço automático de visitas fictícias que ajudará a fazer estoirar a estatística do respectivo blogue. Graças ao Grande Primo, Monsanto deixa de ser conhecido apenas com o local onde vários suspeitos de pedofilia vão uma vez por mês picar o ponto judicial.

20.4.09

GP: Reacções (III)

Os nomeados dizem de sua justiça, declarações a quente, logo depois de saberem que estavam na calha para serem enxotados da casa para fora.

Afectado
"Isto é algo que não me afecta. Desde que o Benfica ganhe, nada me afecta. E um passarinho sussurrou-me que o glorioso ainda é capaz de chegar ao título e com sorte ainda ganha este ano a Liga dos Campeões. Mas devo dizer, sobre a nomeação, que ando a tirar fotografias aos tipos aqui dentro que todas as semanas me designam para sair. Eles que vão lá ao Bom Jesus de Braga, que eu apanho-os distraídos e faço-lhes uma à la minute à maneira. E isto não é nenhuma ameaça", minutou.

Comendador (es)Feéhrico
"Eles que tenham cuidado, que eu vou chamar os meus amiguinhos para me defenderem. E se os meus amiguinhos não forem suficientes, vou fazer queixa ao meu paizinho. E se não chegar, chamo o Rui Santos e aí de certeza que eles se borram todos. Há um lobby anti-comendador dentro da casa, já deu para reparar. Mas não perdem pela demora. E eu sei bem quem eles são, esses pipoqueiros", queixinhou.

Monsanto
"É preciso fazer uma reflexão aprofundada sobre os motivos pelos quais esta nomeação acontece. Acho que acontece pelo mesmo motivo que o PSD escolheu o Paulo Rangel para cabeça-de-lista às eleições para o Parlamento Europeu. Por não terem mais ninguém à mão. Durante esta semana vou fazer como o Vital Moreira, pisco para esquerda, faço que vou para a direita e sigo em frente, mas fico para trás. E no fim, se não for expulso, corto o bigode", politizou.

GP: Noite de nomeações (III)

Depois da cerimónia das nomeações, alguns concorrentes poderiam exclamar que há noites em que não se deve sair de casa, não estivessem eles no Grande Primo. Aqui fará mais sentido dizer: há noites em que não se deve ficar em casa. E que o digam o Afectado, que volta ao quadro de nomeados; o Comendador (es)Feéhrico, que repete também a provação; e o Monsanto, que apesar da mãozinha que deu a Kitty na confecção de um prato de nouvelle cuisine este domingo, fica também com um pé do lado de fora da casa. Até terça-feira, o povo já deverá ter escolhido o novo proscrito.

GP: Última hora na noite de nomeações

(es)Feéhrico tira uma carta da manga e anuncia que vendeu os direitos da peça O Capuchinho Infravermelho para adaptação cinematográfica: "senti que tinha nas mãos um blocobuster, apareceu um produtor americano, um tal de Rocco Siffredi, e nem pensei duas vezes. Pode ser um forte candidato ao Oscar, não tenho dúvidas", cinematografou. Os colegas de casa desconfiam se não será uma manobra de última hora para evitar a nomeação.

19.4.09

GP: Na cama dele com ela

Pouco faltou para que se consumasse o primeiro envolvimento sexual sem ser entre galináceos na casa do Big Pornather (de que haja conhecimento). A cama do (es)Feéhrico era partilhada com MacDonaldo que por sua vez a partilhava com Van, que por debaixo dos cobertores dava azo à sua mente inventiva, e também à imaginação dos espectadores sobre o que se iria passando no sigilo dos lençóis. (es)Feéhrico, o menino que não se entregará dentro da casa a quem tenha como intenção exclusiva o sexo, acabou por abandonar a cama momentos depois. A Tulipa Negra e MacDonaldo concluíram que em dueto a coisa não teria a mesma piada e acabaram por adormecer, cada um para seu lado, roncando absurdamente.

Adenda: onde se lê (es)Feéhrico, deve ler-se Comendador (es)Feéhrico.

18.4.09

GP: A Internacional

MacDonaldo sugere que seja entoada A Internacional esta noite antes da estreia da peça O Capuchinho Infravermelho - Queres Ser João César Monteiro? "Melhor do que o vermelho, é o infravermelho, que é aquilo que vem das entranhas da terra. A terra é a vida, e a vida vem da terra. Unamos as vozes e entoemos de punho erguido o cântico da utopia. Sugiro a versão em francês, para todos os genuínos amantes da língua e da cultura desse país onde floresceu o sonho do Maio de 68, é que 'famélicos' não soa nada bem na boca de alguns glutões desta casa", utopiou.

17.4.09

GP: Episódio 2



Neste episódio, a comenda de Grão-Burro da Ordem do Grande Primo, atribuída ao (es)Feéhrico. E ainda, a polémica noite de terça-feira, que registou a segunda expulsão na casa do Grande Primo. Espaço ainda para conhecer um pouco mais de Afectado, MacDonaldo, Patruca, ou Rafeiro, entre outros.

16.4.09

GP: Ainda o burro

Duas concorrentes do Big Pornather foram apanhadas desprevenidas



Chamem-lhe burro!

GP: Direito de Resposta

No correio da produção do Grande Primo chegou esta manhã uma simpática carta remetida por uma associação de promoção e defesa do burro enquanto animal em vias de extinção, dando-nos conta de algum desagrado e até mesmo indignação por causa deste que classificam de "aberrante concurso em que se promove a mediocridade e o falso engenho". Escrevem eles nesta missiva, que "é de muito mau gosto colocar alguns concorrentes em patamar de igualdade com o burro, animal de uma esperteza inigualável, leal, trabalhador, instrumento indispensável em muitas comunidades." A carta continua: "há por aí gente nessa casa de loucos que muito fica a dever ao carácter nobre e esforçado deste animal de quatro patas", lê-se.

GP: A casa já tem um Senhor Comendador

Foi a terça-feira de todas as emoções. O público elegeu o Grão-Burro da Ordem do Grande Primo, com direito a comenda. (es)Feéhrico será homenageado, e receberá das mãos do Grande Primo a comenda que o distingue com o concorrente mais, digamos, burro, dos doze que entraram pela porta da casa do Big Pornather. O voto popular foi expressivo e não deixa margem para dúvidas. Cerca de oitenta por cento dos votos foram direitinhos para o escritor da wikipedia. E quando assim acontece, como costumam dizer os camaradas do Partido Comunistico Português, é a democracia que sai a ganhar. E a ganhar saem também os homens e as mulheres de amanhã, como bem costumam lembrar os camaradas ou companheiros do Partido Socialístico de Portugal. Todos ganham. Nesta quarta-feira, os concorrentes definiram os papéis a interpretar na peça O Capuchinho Infravermelho - Queres Ser João César Monteiro?

Paxolídia de Sousa Baptista irá interpretar o papel da Avozinha de Todos Nós.
Van, a Tulipa Negra será o Capuchinho Sem Açúcar.
Farrusco, o Gato, vai ser representado pelo Cão Rafeiro.
E no papel de Lobo Rafeiro teremos o autor da peça, o já Comendador (es)Feéhrico.

Mais logo, as primeiras imagens em exclusivo da polémica noite de expulsões, e a entrega da comenda de Grão-Burro da Ordem do Grande Primo ao concorrente Blogo(es)Feéhrico.

15.4.09

GP: A peça de teatro do (es)Feéhrico

Foi um parto difícil, mas finalmente o texto da peça de teatro do (es)Feéhrico está disponível para os concorrentes da casa. Alguns dos melhores revisores deste país trabalharam durante horas a fio para poupar os leitores aos deslizes evolucionistas do autor, mas mesmo assim o mau português e o cariz maçador da prosa acabaram por ser mais fortes e a insónia acabou por vencer. Ao fim de algumas horas, o Grande Primo apanhou oito dos melhores revisores nacionais de cabeça tombada sobre as folhas de papel, roncando à bruta e salivando como se não existisse amanhã. Foram todos despedidos. E a peça segue como está.

O que o autor diz daquilo que obrou:

"É a história completamente inovadora, uma ideia original que me surgiu num dos muitos workshops de escrita que dou para novos escritores wikipedistas, é a história de uma casa onde se vive a negro, tudo se passa a negro durante o transcorrer da peça; e há mais, podemos vislumbrar a acção a negro acontecer diante os nossos olhos pela perspectiva de um grande mestre do cinema português, João César Monteiro. No fundo, é algo nunca visto, até porque se torna difícil ver alguma coisa na penumbra em que estamos envolvidos. Mas esta peça traz-nos também essa grande possibilidade que é podermos entrar no cérebro de João César Monteiro e viver o mundo pela perspectiva dele. Existe depois um sub-argumento que conta a história de uma neta, de uma avozinha e de um lobo, fechados dentro de uma casa, sem contacto com o mundo exterior, obrigados a conviver e a partilhar o que de mais sórdido existe na mente de cada um. No fundo, são histórias do mundo real, mas que nunca tinham sido vistas nesta perspectiva da arte. Estou satisfeito com o resultado final."


Aquilo que os outros concorrentes dizem do texto que já leram:

Kitty:
"Isto faz lembrar o Being John Malkovich, do Charlie Kaufman, com a interpretação do próprio Malkovich, em que se mostra que é possível descer por um pequeno túnel num edifício de escritórios de uma cidade americana e aterrar na mente de John Malkovich, vivendo a acção nessa perspectiva. Esta parece-me que é uma ideia requentada, para não falar numa cópia descarada."

MacDonaldo:
"Gosto da ideia. É sempre bom recordar João César Monteiro. E este é um bom pastiche. Para quem venha falar em semelhanças, convém recordar que este negro não é igual ao do César Monteiro, este negro embarca noutras nuances. É um trabalho de grande qualidade, ao nível das melhores obras já publicadas do (es)Feéhrico."

Patruca:
"Julgo que já tinha ouvido falar nesta tendência narrativa: três personagens, uma delas um animal, outra uma criança, e outra uma entidade mais velha, que desmonta um pouco o imaginário e os medos que povoam a mente infantil. "

Rafeiro:
"Aprecio muito esta frase em particular: 'A tarefa é simples e consiste em ensinarmos o gato a miar o seguinte: se elas querem um arranhão ou um beijinho, nós miau!, nós miau!...'"


O Primões vão agora ensaiar a peça. O texto já está disponível.

O Capuchinho Infravermelho